Há 82 anos Padre Eustáquio se tornava pároco em Belo Horizonte

Há 82 anos Padre Eustáquio se tornava pároco em Belo Horizonte

Após passar por um período de exílio, sendo transferido de um lado para o outro, por causa da grande procura da população, Padre Eustáquio, então recebeu a missão de se tornar pároco em Belo Horizonte.

Segundo registros, a posse do novo pároco aconteceu um dia após sua chegada à capital mineira, no dia 8 de abril de 1942, uma quarta-feira. Curiosamente, dia em que a Igreja dedica a São José, uma das grandes devoções de Padre Eustáquio.

Naquele ano, Dom Antônio dos Santos Cabral, confiou à Congregação dos Sagrados Corações, a paróquia de São Domingos, na Vila Celeste Império (atual bairro Padre Eustáquio) em Belo Horizonte. O novo campo de missão iria se tornar mais um campo de apostolado fecundo, porém, num curto espaço de tempo.

No livro, “O Vigário de Poá”, pe. Venâncio Hulselmans relata o início deste apostolado na capital mineira, Confira:

“Belo Horizonte tornar-se-ia para padre Eustáquio o campo de apostolado mais fecundo e mais salutar. Se, em todos os lugares onde esteve, mesmo de passagem, procurou fazer bem ao próximo, física e espiritualmente, em Belo Horizonte seu zelo não conhecia limites. Dir-se-ia que triste pressentimento, mais de uma vez manifestado em frases enigmáticas como:

“não verei o fim da guerra; comecei a igreja mas não a acabarei”, o impelia a desdobrar sua atividade, e conquistar cada vez maior numero de almas.
Sua fama de “Taumaturgo” já o precedera, de maneira que, logo após sua chegada em 7-4-42, o povo afluía em massas para a capela de S. Domingos, na Vila” Celeste Império”.

Padre Eustáquio, que esperava exercer seu apostolado em meio menos movimentado, sentia-se algo embaraçado com aquela concorrência que ameaçava tornar impossível, mais uma vez, sua permanência definitiva.
Tinha recebido ordens severas de não atender pessoas que o procurassem em casa; de não visitar doentes em suas residências a não ser os da sua própria paroquia; de não dar benção a quem quer que fosse senão através da grade do confessionário.”